quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A RESSURREIÇÃO PAULINA E A REENCARNAÇÃO


José Reis Chaves



O apóstolo Pedro diz que Paulo ensina coisas de difícil compreensão (2 Pedro 3, 15 e 16). E eu diria que Pedro foi muito cortês com Paulo, pois, na verdade, Paulo, às vezes, é confuso em alguns de seus ensinos. Ademais, acrescente-se a isso o fato de os judeus, no tempo de Jesus, não entenderem bem o que era a ressurreição e a vida após a morte do corpo.Os saduceus, por exemplo, achavam que tudo acabasse com a morte. Também era freqüente entre os judeus a idéia de que o carma acontecia na própria vida em que estava o indivíduo. Daí o quarto mandamento ensinar que terão uma vida longa os filhos que amarem e honrarem seus pais.


No princípio, Paulo imaginava que ele e seus contemporâneos assistiriam à segunda volta de Jesus. Mas depois, ele se convenceu de que estava equivocado, e chegou à conclusão de que a vinda de Jesus não seria tão iminente, como ele pensara antes, mas num futuro fora da sua geração.

Paulo ensinou que nós temos dois corpos, um da natureza e outro espiritual, e que ressuscita o espiritual (1 Coríntios 15,44). Dizendo de outro modo, não é a carne que ressuscita, mas o espírito. Esse é também o pensamento do maior teólogo da Igreja da atualidade: o espanhol André Torres Queiruga, da Universidade de São Tiago de Compostela, em seu livro “Repensar a Ressurreição”, Ed. Paulinas. E ele afirma que inclusive a ressurreição de Jesus foi do espírito. Aliás, isso está também em outras partes bíblicas: “Ao morrer o homem, seu corpo retorna à terra que o deu, e o seu espírito retorna a Deus que o deu” (Eclesiastes 12,7).

E Paulo, falando ainda da ressurreição, diz que as carnes não se misturam, que uma é a carne dos peixes, outra a das aves, outra a dos animais e outra a do homem (1 Coríntios 15,39). Como vimos acima, ele fala que a ressurreição é do espírito. Logo, se aqui ele envolve a carne humana, é porque está falando de outro tipo de ressurreição, ou seja, a ressurreição do espírito na carne, que é sinônimo de reencarnação. E, certamente, ele estava mandando um recado para os filósofos gregos de sua época, que acreditavam na metempsicose, isto é, a ressurreição ou reencarnação do espírito em corpos de animais. Daí ele ter feito esse destaque de que as carnes não se misturam.

E, destarte, Paulo não está caindo em contradições, pois, se é o espírito que de fato ressuscita, ora ele ressuscita no mundo espiritual depois da morte do corpo (Eclesiastes 12,7), ora ressuscita ou reencarna no nosso mundo físico, ou seja, na carne humana de um novo corpo de pessoa. E essas duas ressurreições alternadas, ora no mundo espiritual, ora na carne, não negam a chamada ressurreição final bíblica do Juízo Final, que podemos denominar de libertação definitiva por parte do espírito da matéria densa de nosso mundo físico, e indo para outros mundos mais evoluídos do que a nossa Terra. Vemos isso confirmado por João no Apocalipse: “Aquele que se tornar vitorioso, eu o transformarei em coluna no reino dos céus, donde ele não sairá mais” (Apocalipse 3,12). E a Bíblia nos fala também dessa ressurreição superior, em grego “Kreiton” (Hebreus 11,35). E após essa libertação total do espírito vitorioso, ele só sairá de lá para vir ao nosso mundo, em missão especial, por sua livre e espontânea vontade. É que, como Jesus, ele poderá dizer “Eu venci o mundo” (João 16,33). Mas até lá, o espírito ficará reencarnando para evoluir aqui no nosso Planeta, fazendo, como se diz, após cada morte do corpo, um estágio no mundo espiritual.

E Paulo tem um momento em que ele parece estar um pouco impaciente com relação a esses assuntos mal compreendidos pelas pessoas de sua época, e quiçá até por ele mesmo, o que o levou a esta colocação: “Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? e em que corpo vêm? Insensatos! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer...” (1 Coríntios 15,35 e 36). Atentemos para o fato de que Paulo usa a expressão verbal “vêm”, o que quer dizer que a ressurreição a que ele está se referindo, naquele momento, é mesmo uma vinda ou retorno a esse nosso mundo e não uma ida para outro mundo. E essa vinda ou retorno do espírito aqui no nosso mundo é justamente a reencarnação.

Aliás, essa palavra reencarnação, que muitos gostam de afirmar que não a encontram na Bíblia, não está mesmo nela, pois ela só foi criada por Kardec, em meados do século19. Porém a reencarnação já era conhecida nos tempos antigos pelo nome de renascimento. E ela aparece na Bíblia com o nome de ressurreição e geração. Jó afirma que nós somos de ontem, e nada sabemos (Jó 8,9). E ele, no texto, está falando justamente de “gerações” passadas, e não num ontem de vinte e quatro horas anteriores (mais detalhes em nosso livro: “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, 7a edição, capítulo 3, EBM Editora, Santo André, SP).


Logo que a ressurreição paulina é, como foi dito, do espírito (1 Coríntios 15,44), quando Paulo afirma: “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade”(1 Coríntios 15,53), para que não haja, aqui também, uma contradição em relação ao texto já citado (1 Coríntios 15,44), temos que entender que o “Apóstolo dos Gentios” está usando uma linguagem metafísica semelhante àquela de Jesus, quando Ele fala ao jovem que O quer seguir: “Deixe que os mortos enterrem seus mortos”. Mortos aqui não são os mortos biológicos, mas metafísicos. Metafisicamente falando, pois, o termo paulino “corruptível” é uma referência ao próprio espírito ainda atrasado ou ainda dominado pelo pecado, enquanto que a palavra “incorruptibilidade”, num sentido também metafísico, é também o espírito já purificado, já liberto ou sem mais carma, ou aquele que se tornou vitorioso (Apocalipse 3,12). Então, quando Paulo fala que é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista de imortalidade, ele está falando metafisicamente do espírito ainda corruptível, mas que se tornará, com sua evolução, incorruptível e, portanto, de mortal que era metafisicamente falando, reveste-se de imortalidade (1 Coríntios 15,53).

Com efeito, o corpo, matéria que é, é sempre corruptível ou mortal, e nunca vai ser incorruptível, imortal, não podendo, pois, jamais fazer parte do reino dos céus ou do mundo espiritual. Dizendo em outros termos, o corpo material, carnal, nunca se tornará incorruptível e jamais se revestirá de imortalidade. Já o espírito é corruptível e mortal apenas metafisicamente falando, o que só ocorre também temporariamente, pois que, na verdade, ele é imortal e se revestirá da imortalidade metafísica e moral com sua evolução espiritual.

E lembramo-nos aqui de que Deus, que é o Pai dos espíritos (Hebreus 12,9), não tem corpo, e de que nós somos semelhantes a Ele justamente porque somos também espíritos, que um dia, deixaremos de ter corpos, os quais são incompatíveis com a dimensão espiritual. Aliás, é o próprio Paulo que diz: “Carne e sangue não podem herdar o reino dos céus” (1 Coríntios 15,50). E também Jesus igualmente ensinou que a carne para nada aproveita (João 6,63) e que os ressuscitados são iguais aos anjos (Mateus 22,30). Ora, os anjos bíblicos, embora possam materializar-se para nós, são também espíritos sem corpos. Por que nós teríamos corpos na dimensão espiritual, na qual não há lugar para a matéria, a carne, mas só para os espíritos, a começar pelo próprio Deus?


BH, dezembro de 2006.


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

JERICÓ - A CIDADE PALCO DE FEITOS INAUDITOS


Sempre nos chamou a atenção o épico bíblico sobre a conquista da cidade de Jericó pelos hebreus, narrada no livro de Josué.

Para que possamos nos situar diante dessa história, vamos, dentro do possível, resumir sua narrativa até chegar a esse ponto da conquista. O povo hebreu pernoitava às margens do rio Jordão, já se preparando para receber a posse da terra que Deus lhe havia prometido (aliás, eliminando os donos para dá-la a ele) tem pela frente, a cidade de Jericó. Josué, que o liderava, manda dois espiões para examinarem a cidade, que são recebidos por Raab, uma prostituta. Ela os esconde do rei de Jericó, tendo deles a promessa de salvá-la quando do ataque final à cidade. Depois disso Josué instrui que, na travessia do Jordão, os sacerdotes deveriam ir à frente, carregando a Arca da Aliança; e um fato extraordinário acontece, então: o rio se divide em dois; vejamos o relato:

Josué 3,14-17: “Quando o povo deixou as tendas para atravessar o Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança caminhavam na frente do povo. Chegando ao Jordão, quando os sacerdotes que levavam a arca molharam os pés na beira da água - pois o Jordão transborda sobre as margens durante o tempo da ceifa - a água que vinha de cima parou, levantando-se num só monte, bem longe, em Adam, cidade que fica ao lado de Sartã; e a água que descia ao mar da Arabá, o mar Morto, escoou totalmente, de modo que o povo pôde atravessar diante de Jericó. Os sacerdotes, que levavam a arca da aliança de Javé, ficaram parados no leito seco, no meio do Jordão, enquanto todo o Israel atravessava a pé enxuto, até que todos acabaram de atravessar.”

Estamos diante do nosso primeiro problema, qual seja, a divisão das águas do rio Jordão. Estaria repetindo-se o acontecido no Mar Vermelho? Vamos elucidar essa questão.

Em se referindo ao fato, os tradutores Pe. Matos Soares, João Ferreira de Almeida e os missionários capuchinhos de Portugal disseram:

A grandiosidade do milagre pode ser argüida pelo fato de que se verificou no tempo e lugar preanunciado, quando o rio – por causa do degelo das neves do monte Hermon – estava em cheia e, portanto, com o dobro da largura que habitualmente tem, cerca de 60m, com águas vorticosas e rápidas que dificilmente se podia atravessar. Segundo cronista árabe Nuwairi, em 1267 as águas do Jordão interromperam o curso durante dez horas por causa de um deslizamento que lhe obstruíra o leito. Nada obsta que Deus se tenha servido de uma causa natural para conseguir seus fins. (Paulinas, 1980, p. 222-223).

O Jordão transbordava nos meses de maio e junho. Em Adã, cidade 25 km ao norte, o Jordão corre entre ribanceiras de barro de 13m de altura, sujeitas a desmoronamento. Podia ter sido o método que Deus usou para estancar as águas e deixar passar o povo, na hora determinada por Ele. (Vida Nova e SBB, 2005, p. 309).

A descrição das águas a amontoarem-se e as do sul a escoarem-se para o Mar Morto não nos deve levar a uma imagem pueril de duas colunas de água, por meio das quais passaram os israelitas. Vê-se que o autor pretende mostrar a intervenção miraculosa de Deus em favor do seu povo, no momento preciso e na medida necessária. Isto não exclui que Deus se tenha servido dos elementos naturais da região. Sabemos que as águas do Jordão, no seu leito estreito e profundo, vão minando as margens, provocando de vez em quando grandes desabamentos de terras que podem obstruir por completo, a torrente. A partir desse lugar, o leito permanece seco até que as águas rompem uma passagem e encontram de novo o seu caminho. A história conta-nos que isso aconteceu em 1267, 1914 e 1927. Em nada se diminuiria a ação de Deus se se tivesse servido miraculosamente nesse momento exato, destes elementos locais. (Santuário, 1984, p. 286).

É interessante como se faz questão de enxergar milagre em todos os fenômenos de ordem natural, como se Deus fosse um mágico retirando variados objetos de sua cartola.

Em Josué 2,7 fala-se em “vaus do Jordão”, ou seja, havia, nesse rio, trechos rasos, pelos quais se podia passar a pé ou a cavalo. Explicado isso, vejamos o que sobre o assunto disse Werner Keller:

Hoje há uma pequena ponte sobre o vau. O Jordão é estreito, muito estreito, e sempre apresentou muitos vaus. A população local conhece-os perfeitamente. Próximo de Jericó, as águas sujas de lama amarela durante a seca mal atingem dez metros de largura.

Quando Israel chegou ao Jordão, o rio estava cheio. “Porque o Jordão, sendo tempo de ceifa, inundava as margens do seu leito” (Josué 3.15). Como acontece todos os anos, havia começado o degelo das neves do Hermon. “As águas, que vinham de cima, pararam num só lugar, e levantando-se à maneira de um monte...” - como que se empilharam - “... perto da cidade de Adom... e todo o povo de Israel ia passando pelo leito do rio a pé enxuto” (Josué 3.26 e 17). El Damiyeh, um vau muito usado no curso médio, lembra esse sítio de Adom. Se as águas crescerem subitamente, poderá se formar nesse lugar raso, durante um breve período, uma espécie de açude natural, enquanto o curso inferior se mantém quase inteiramente seco.

Entretanto, o represamento da água do Jordão, que tem sido testemunhado diversas vezes, é devido sobretudo a terremotos. O último dessa espécie aconteceu em 1927. Devido a um violento abalo desmoronaram-se as margens do rio, e grandes massas de terra das pequenas colinas que se erguem ao longo de todo o curso serpeante rolaram para o rio. A água ficou inteiramente represada durante vinte e uma horas. Em 1924, ocorreu a mesma coisa. Em 1906, o Jordão entulhou-se de tal modo devido a um terremoto, que o leito do rio abaixo de Jericó ficou inteiramente seco durante vinte e quatro horas. Narrativas árabes falam de um acontecimento semelhante em 1267 da nossa era. (KELLER, 2000, p. 176-177). (grifo nosso).

Eis as explicações da arqueologia, contra a qual não adiantará protestar. Demonstrado, portanto, o caso como fenômeno de ordem puramente natural, causado por terremotos na região, que fazem com que se deslizem, para o leito do rio Jordão, grande quantidade de terra.

Estamos agora do outro lado do rio, perto de Jericó, quando Josué tem uma grata surpresa:

Josué 5,14: “... Josué levantou os olhos e viu em pé diante de si um homem com a espada desembainhada na mão. Josué se aproximou dele e perguntou: 'És a nosso favor ou a favor dos nossos inimigos?' Ele respondeu: 'Eu sou o chefe do exército de Javé, e acabo de chegar'. Então Josué prostrou-se com o rosto por terra e o adorou...”

Como se diz: gente, com uma ajuda dessa quem não ganharia uma guerra? Veja bem, caro leitor, o próprio “Chefe do Exército de Javé” (nem sabia que existia esse cargo) desce para ajudar o povo hebreu, evidenciando a tomada de partido por Deus, contrariando o fato de que “Deus não faz acepção de pessoas” (Dt 10,17; 2Cr 19,7; At 10,34; 15,9; Rm 2,11; Gl 2,6; 3,8; Ef 6,9; Cl 3,25 e 1Pe 1,17).

Agora sim, estamos diante do dia “D”; leiamos:

Josué 6,1.5: Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos israelitas. Ninguém saía e ninguém entrava. Quando derem um toque prolongado, quando ouvirdes o som da trombeta, todo o povo lançará um grande grito; o muro da cidade virá abaixo, e o povo subirá, cada um à sua frente.

É a única cidade conquistada literalmente no grito, de que temos conhecimento. Vejamos as opiniões dos tradutores bíblicos sobre isso:

O cap. 6 oferece algumas dificuldades quanto à conservação do texto e quanto à critica literária. É, entretanto, evidente que pretende mostrar a coragem dos guerreiros e principalmente o auxilio sobrenatural. As procissões têm uma finalidade religiosa: invocar a ajuda de Deus e implorar a maldição sobre a cidade. É natural que ao mesmo tempo servissem para atemorizar os habitantes de Jericó e para os distrair, enquanto os hebreus preparavam os seus dispositivos para o ataque. De fato, em 24,11 fala-se de combate em Jericó. A narrativa, em estilo épico, não nos permite saber com exatidão como foi tomada a cidade. As repetidas escavações arqueológicas em Jericó não nos dão informações muito precisas quanto ao período a que se refere o texto sagrado, ou seja cerca de 1210 a.C. Recentemente sugere-se a hipótese de um grande túnel aberto pelos hebreus para entrarem na cidade. A poeira levantada pelas procissões não teria permitido aos habitantes que se apercebessem desses trabalhos. Como quer que fosse, a tomada de Jericó foi na mente do autor sagrado um grande milagre de Javé em favor do seu povo. (Santuário, 1984, p. 289). (grifo nosso).

Na origem deste relato há uma tradição do santuário de Guilgal que testemunhava uma liturgia ao redor de Jericó ao som de trombetas, clamores, circum-ambulação durante sete dias. Essa liturgia celebrava a providência de Deus que tinha feito desmoronar a muralha, sinal da invencibilidade das cidades. O relato antigo foi transformado tanto para acentuar seu aspecto litúrgico (arca, sacerdotes), como para dele fazer um relato de guerra sacral (Anátema); não é um relato guerreiro. O texto hebraico é notavelmente mais longo que o da LXX, omite numerosas expressões (entre parêntesis no texto). Mesmo sob sua forma primitiva, o relato não é histórico como relato de conquista, mas testemunha a seu modo a entrada das tribos em Canaã. A primeira cidade encontrada já estava destruída. A arqueologia não fornece nenhuma indicação de uma destruição de Jericó pelo fim do séc. XIII a.C. (Paulus, 2002, p. 319). (grifo nosso).

O relato da tomada de Jericó é uma espécie de modelo da estratégia usada na conquista das cidades-estado de Canaã. Na ocasião da conquista, Jericó não tinha muralhas, e talvez já nem fosse habitada, pois tinha sido destruída fazia dois séculos. Provavelmente, foi nesse lugar que começou a ser celebrada a representação ritual de uma guerra santa com pormenores litúrgicos (arca, procissão, sacerdotes, sete dias, toque de trombeta) e guerreiros (arca, guerreiros, grito de guerra, toque de trombeta). (Paulus, 2001, p. 247). (grifo nosso).

Por ocasião da conquista, Jericó não tinha muralhas e talvez nem fosse habitada, pois já fora destruída há dois séculos. Temos aqui uma comemoração festiva de caráter litúrgico (arca, procissão, sacerdotes, 7 dias, grito, toque de trombeta) e guerreiro (arca, tropas de guerra, grito, toque de trombeta, talvez a representação ritual de uma guerra santa. O tema central é a conquista maravilhosa da cidade: Deus venceu o inimigo para dar a Terra ao seu povo. (Vozes, 1989, p. 241). (grifo nosso).

Chama-nos a atenção o fato de que sabem muito bem que o acontecimento bíblico não ocorreu; mas, mesmo assim, afirma-nos tratar-se de um milagre, como é caso desta tradução, que, em se referindo a passo Js 6,20-21, diz:

A queda dos muros de Jericó não se deveu nem ao grito de guerra, nem ao som das trombetas, e não se pode explicar senão como um milagre. Portanto, toda outra interpretação deve ser rejeitada como falsa e arbitrária (Hebr. 11,30). O autor quer fazer ressaltar a intervenção divina. (Paulinas, 1980, p. 225).

Nem os que professam a mesma religião não se entendem, pois esse último pertence ao mesmo segmento religioso dos outros citados um pouco antes. Mas não vamos deixar os católicos sozinhos, pois, certamente nos acusariam de parcialidade; portanto, vejamos a opinião dos protestantes:

A tentativa de asseverar-se que a queda de Jericó ocorrera devido a qualquer causa que não seja um milagre, é totalmente contrária à natureza deste capítulo. Fala-se de um terremoto, da queda dos muros, de um assalto súbito depois de ter dado aos guardas, sobre os muros, a impressão de que se tratava apenas de procissões religiosas. O que deu força aos invasores foi verificar que Deus estava cumprindo, de maneira bem dramática as Promessas concedidas a Abraão, a Moisés e a Josué. Sem um milagre desta natureza, a poderosa fortaleza nunca cederia perante aquelas tribos do deserto, e os israelitas nunca poderiam ter tomado ânimo para empreender uma conquista, que nem mesmo o império do Egito tinha poder para realizar naquela época. (Vida Nova e SBB, 2005, p. 312). (grifo nosso).

E a arqueologia, o que ela nos diz a respeito disso? É o que veremos agora em duas obras especializadas em assuntos dessa ciência:

Teria ela [Jericó] caído vítima de quaisquer conquistadores, posteriormente integrados ao reservatório humano chamado “Israel” e cujas conquistas acabaram por passar para a Bíblia, conforme o relato bíblico da “tomada da terra”? Se, de fato, somente na época da “tomada da terra”, ou seja, em meados ou fins do século XIII a.C., os israelitas alcançam Jericó, então nem precisavam conquistá-la, pois ela já havia sido abandonada por seus habitantes! (KELLER, 2000, p.180) (grifo nosso).

Jericó estava entre as mais importantes. Como já observamos, as cidades de Canaã não eram fortificadas, e não existiam muralhas que pudessem desmoronar. No caso de Jericó, não havia traços de nenhum povoamento no século XIII a.C., e o antigo povoado, da Idade do Bronze anterior, datando do século XIV a.C., era pequeno e modesto, quase insignificante, e não fortificado. Também não havia nenhum sinal de destruição. Assim, a famosa cena das forças israelitas marchando ao redor da cidade murada com a Arca da Aliança, provocando o desmoronamento das poderosas muralhas pelo clangor estarrecedor de suas trombetas de guerra, era para simplificar, uma miragem romântica. (FINKELSTEIN e SILBERMAN, 2003, p. 119) (grifo nosso).

Confirma, portanto, o que alguns tradutores já haviam colocado. Mas, se a cidade não era habitada, a narrativa da conquista de Jericó compromete a Bíblia quanto ao seu valor histórico. Pior ainda fica quanto à sua suposta inspiração divina agindo sobre os que a escreveram.

Pelo relato bíblico, depois de incendiarem completamente a cidade, Josué mandou alguns homens até Hai, a fim de espionar a terra. Voltaram dizendo que apenas um dois o três mil homens seriam suficientes para derrotá-la (Js 7,2-3). Entretanto...: “Hai devia estar em ruínas já no tempo de Josué, mas podia servir de refúgio e habitação para algumas pessoas.” (Santuário, 1980, p. 290). O que também pode-se confirmar com: “Hai (nome que significa 'a ruína' é atualmente et-Tell (que em árabe tem o mesmo sentido). O lugar estava em ruínas há muito tempo, na época de Josué, e é difícil atribuir a esta narrativa valor histórico”. (Paulus, 2002, p. 321). Pior ainda se quisermos atribui-lo como algo de inspiração divina.

Conforme sugestão, foram enviados os três mil homens para combater Hai; entretanto, foram derrotados. Josué ficou “possesso”, chegando a questionar Deus de tê-los deixado passar o Jordão para morrer nas mãos dos amorreus. A resposta não tardou, foram acusados por Deus de terem tomado coisas consagradas ao anátema. A questão seguinte seria descobrir-se o culpado disso, que teria como pena ser queimado; para isso lançaram-se as sortes. A maioria das pessoas que lêem a Bíblia não faz a menor idéia do que seja isso; mas é interessante explicar. Os sacerdotes carregavam duas pedras, tidas como sagradas, chamadas de urim e tumim, com as quais faziam as suas consultas à divindade. Feita a pergunta, lançavam-se essas duas pedras e, de acordo com a maneira que caíam, era obtido um sim ou um não, como resposta de Deus. Simplesmente, um verdadeiro “cara ou coroa”. Diante desse processo o culpado foi identificado como Acã, filho de Zara. Esse pobre coitado, juntamente com toda a sua família, foi queimado no fogo. Dessa forma, Israel reconciliou-se com Deus, aplacando a Sua ira.

Em Josué 8,1-29 trata exatamente da conquista de Hai; entretanto, como acabamos por adiantar, a coisa não ocorreu bem assim; vejamos o que nos explicam os tradutores bíblicos:

Como Jericó, Hai já estava em ruínas no tempo da conquista. Provavelmente, a narrativa visa mostrar outra estratégia de guerra usada contra as cidades-estado de Canaã. O comando de Javé não dispensa a prudência e o emprego de estratégias no momento oportuno. (Paulus, 2001, p. 249). (grifo nosso).

Hai, como Jericó, não era habitada por ocasião da conquista. O episódio assemelha-se a Jz 20,14-48; é possível que um episódio a famoso de conquista, do tipo estratagema, foi pouco a pouco localizado, graças ao nome sugestivo do lugar ('Ay, em hebraico, significa ruina, cf. v. 28). (Vozes, 1989, p. 243). (grifo nosso).

Ainda bem, pois seria mais uma carnificina onde passaram a fio de espada todos os habitantes de Hai; ao total doze mil pessoas, entre homens e mulheres (Js 8,24-25), sendo que o rei foi enforcado (Js 8,29).

Espalhado o terror pela região, não restou alternativa aos reis da Cisjordânia senão se unirem para combater os hebreus. Os gabaonitas tentaram uma aliança com os hebreus; entretanto, foram transformados em escravos, é o que consta no capítulo nove, fato que provocou a união dos cinco reis amorreus – os reis de Jerusalém, de Hebron, de Jarmut, de Laquis e de Eglon – que marcharam contra Gabaon, afim de a atacarem. Nessa situação drástica os gabaonitas recorreram a Josué, que marchou contra eles. Neste ponto, para garantir aos hebreus a vitória, acontece mais um extraordinário fenômeno:

Js 10,13-14: “E o sol se deteve e a lua ficou parada, até que o povo se vingou dos inimigos. No Livro do Justo está escrito assim: 'O sol ficou parado no meio do céu e um dia inteiro ficou sem ocaso. Nem antes, nem depois houve um dia como esse, quando Javé obedeceu à voz de um homem. É porque Javé lutava a favor de Israel'”.

Eis aí a prova de que consideravam a Terra como o centro do Universo. Entretanto, o que não sabiam era que o Sol não para, porém, mesmo que parasse não aumenta o dia em um minuto sequer, pois o que faz o ciclo “dia e noite” é a Terra girar em torno do seu próprio eixo. Fato desconcertante para quem acredita piamente em tudo que está escrito na Bíblia. Deus, o supremo criador do cosmo infinito, que estabeleceu todas as leis, que fazem esse maravilhoso mecanismo girar, não sabia desse pequeno detalhe.

Na seqüência do livro de Josué só vemos os hebreus matando: homens, mulheres e crianças, dominando toda a região. Disso resultou na morte de trinta e um reis, que, juntos com os seus respectivos povos, foram passados a fio de espada; somente se salvaram os gabaonitas; mas foram submetidos à escravidão.

Assim, temos a descrição da empreitada de conquista pelos hebreus, da terra prometida, que se tem como sendo “desse modo, Javé deu a Israel toda a terra que jurara dar a seus antepassados. Eles tomaram posse e nela se estabeleceram” (Js 21,43). Sei que é estranho, mas foi o próprio Javé quem disse aos hebreus: “Eu dei a vocês uma terra que não lhes custou nada,...” (Js 24,13). Absurdo pagamento de promessa: manda matar todos os povos de uma região para entregá-la aos hebreus como cumprimento de uma promessa feita; nem um ser humano faria uma coisa dessa... Será que as vidas das pessoas não valiam nada?

Quanto mais estudamos a Bíblia, maior fica a nossa convicção que ela não pode, sem prejuízo de amesquinhar a Deus, ser a Sua palavra. Só mesmo por fanatismo não se enxerga isso. Diria Jesus: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que estão fazendo!” (Lc 23,34).


Paulo da Silva Neto Sobrinho

Maio/2008.

Referências bibliográficas:

Bíblia Sagrada, 37ª edição. São Paulo: Paulinas, 1980.

Bíblia Sagrada, 5ª edição. Aparecida – SP: Santuário, 1984.

Bíblia Sagrada, 43ª impressão. São Paulo: Paulus, 2001.

Bíblia Sagrada, 8ª edição. Petrópolis – RJ: Vozes, 1989.

Bíblia de Jerusalém, nova edição. São Paulo: Paulus, 2002.

Bíblia Shedd, 6ª edição. São Paulo: Vida Nova; Brasília: SBB, 2005.

KELLER, W. e a Bíblia tinha razão... São Paulo: Melhoramentos, 2000.

FINKELSTEIN, I. e SILBERMAN, N. A. A Bíblia não tinha razão, São Paulo: Girafa, 2003


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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ALEGRIA NO DEVER



Quando Jesus estava entre nós, recebeu certo dia a visita do apóstolo João, muito jovem ainda, que lhe disse estar incumbido, por seu pai Zebedeu, de fazer uma viagem a povoado próximo.
Era, porém, um dia de passeio ao monte e o moço achava-se muito triste.
O Divino Amigo, contudo, exortou-o a cumprir o dever.
Seu pai precisava do serviço e não seria justo prejudicá-lo.
João ouviu o conselho e não vacilou.
O serviço exigiu-lhe quatro dias, mas foi realizado com êxito.
Os interesses do lar foram beneficiados, mas Zebedeu, o honesto e operoso ancião, afligiu-se muito porque o rapaz regressara de semblante contrafeito.
O Mestre notou-lhe o semblante sombrio e, convidando-o a entendimento particular, observou :
– João, cumpriste o prometido?
– Sim – respondeu o apóstolo.
Neste instante, o doente acordou, compreendeu a Vontade Divina e rendeu graças a Deus.
– Atendeste à Vontade de Deus, auxiliando teu pai?
– Sim – tornou o jovem, visivelmente contrariado –, acredito haver efetuado todas as minhas obrigações.
Jesus, entretanto, acentuou, sorrindo calmo :
– Então, ainda falta um dever a cumprir – o dever de permaneceres alegre por haveres correspondido à confiança do Céu.
O companheiro da Boa Nova meditou sobre a lição e fez-se contente.
A tranqüilidade voltou ao coração e à fisionomia do velho Zebedeu e João compreendeu que, no cumprimento da Vontade de Deus, não podemos e nem devemos entristecer ninguém.

Meimei


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A LIÇÃO DO PERDÃO



O que você faria se, de repente, por uma circunstância qualquer, tivesse nas suas mãos a possibilidade de decidir a respeito do destino de uma pessoa que muito lhe prejudicou?
Alguém que estendeu o manto da calúnia e destruiu o seu bom nome perante os amigos? Alguém que usurpou, com métodos desonestos, a sua empresa, fruto de seu labor de tantos anos?
Alguém que tenha ferido brutalmente a um membro da sua família?
Será que você lembraria da lição do perdão, ensinada por Jesus? Será que acudiriam à sua mente as palavras do mestre Galileu: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia?
Ou, ainda, a exortação a respeito de nos reconciliarmos ainda hoje com nosso adversário?
A propósito, conta-se que um escravo tornou-se de grande valor para o seu senhor, por causa da sua honradez e bom comportamento.
Dessa forma, seu senhor o elevou a uma posição de importância, na qualidade de administrador de suas fazendas.
Numa ocasião, o senhor desejou comprar mais vinte escravos e mandou que o novo administrador os escolhesse. Disse, contudo, que queria os mais fortes e os que trabalhassem melhor.
O escravo foi ao mercado e começou a sua busca. Em certo momento, fixou a vista num velho e decrépito escravo. Apontando-o para o seu senhor, disse-lhe que aquele devia ser um dos escolhidos.
O fazendeiro ficou surpreendido com a escolha e não queria concordar. O negociante de escravos acabou por dizer que se o fazendeiro comprasse vinte homens, ele daria o velho de graça.
Feita a compra, os escravos foram levados para a fazenda do seu novo senhor.
O escravo administrador passou a tratar o velho com maior cuidado e atenção do que a qualquer dos outros.
Levou-o para sua casa. Dava-lhe da sua comida. Quando tinha frio, levava-o para o sol. Quando tinha calor, colocava-o debaixo das árvores de cacau, à sombra.
Admirado das atenções que o seu antigo escravo dispensava a um outro escravo, seu senhor lhe perguntou por que fazia aquilo.
Decerto deveria ter algum motivo especial: É seu parente, talvez seu pai?
A resposta foi negativa.
É então seu irmão mais velho?
Também não, respondeu o escravo.
Então é seu tio ou outro parente.
Não tenho parentesco algum com ele. Nem mesmo é meu amigo.
Então, perguntou o fazendeiro, por que motivo tem tanto interesse por ele?
Ele é meu inimigo, senhor. Vendeu-me a um negociante e foi assim que me tornei escravo.
Mas eu aprendi, nos ensinamentos de Jesus, que devemos perdoar os nossos inimigos. Esta é a minha oportunidade de exercitar meu aprendizado.
O perdão acalma e abençoa o seu doador.
Maior é a felicidade de quem expressa o perdão. O perdoado é alguém em processo de recuperação. No entanto, aquele que lhe dispensa o esquecimento do mal, já alcançou as alturas do bem e da solidariedade.
Quando se entenda que perdoar é conquistar enobrecimento, o homem se fará forte pelas concessões de amor e compreensão que seja capaz de distribuir.


Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida e no cap. 18 do livro Trigo de Deus, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Franco, ed. Leal


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

BAIXA-ESTIMA


O complexo de inferioridade consiste em um conjunto de idéias que foram recalcadas no inconsciente da criatura em tenra idade, associadas às já existentes pelas experiências obtidas em vidas pretéritas.

Ele age sobre a conduta humana, provocando sentimentos gratuitos de culpa, excessiva carga emotiva relacionada a pensamentos de baixa estima, freqüente sensação de inadequação e constante frustração em decorrência da desvalorização da capacidade e habilidade pessoal.

O sentimento de auto piedade pode nos tornar doentes fisicamente.

Uma espécie de “invalidez psíquica” envolve-nos a existência e, a partir daí, sentimo-nos inferiores e incapazes, levados a uma perda total da confiança em nós mesmos.

A piedade aqui referenciada, é o sofrimento moral de pesar ou aflição que sentimos por autopunição.

Ter pena ou dó, em muitas circunstâncias, pode não ser um sentimento verdadeiro, mas sim uma obrigação social aprendida, a ser demonstrada diante do infortúnio alheio.

No entanto, a sensação que experimentamos de amor, permeada de respeito e afeição pelos outros, revela-nos os reais sentimentos denominados de benevolência e compaixão.

A baixa estima ou auto piedade, pode nos levar a ser vítimas de nós mesmos, pois estaremos somatizando essas emoções negativas em forma de doenças.

Os sintomas da enfermidade podem ser considerados a forma física de expressar uma atitude interna, ou mesmo um conflito.

Portanto, doentes não são somente as vítimas inocentes de algum desarranjo da natureza, mas também os facilitadores de sua própria moléstia.

O acontecimento em si mesmo, nunca tem muito sentido; precisamos aprender a discernir o que há por trás do aspecto físico, ou seja, atingir o conteúdo metafísico das coisas.

A importância e a mensagem de um fato ou de um acontecimento somente aparecem clarificadas, quando interpretados em sua significação; é isso que nos permite a compreensão completa de seu sentido.

Quando deixamos de interpretar as ocorrências da vida e o segmento natural que implicará seu destino, nossa existência mergulhará numa total falta de sentido.

A doença sempre tem uma intencionalidade e um objetivo, surgindo nas criaturas de baixa estima a fim de alertá-las de que existe uma descompensação psíquica (seu sentimento de inferioridade) e da necessidade de harmonizá-la.

O sentimento de inferioridade ou de baixa estima associa as criaturas a uma resignação exagerada, a um autodesleixo ou descuido das coisas pessoais.

A perda do senso de autovalorização é também conseqüência do sentimento de inferioridade, que remete os indivíduos à vivência entre “hábitos cronometrados” e a uma “mecanização dos costumes”.

Aqui estão algumas afirmações, que, se observadas com atenção, poderão nos ajudar a reconquistar a autoconfiança perdida:

- somos potencialmente capazes de tomar decisões sem ter que recorrer a intermináveis conselhos;

- possuímos uma individualidade divina completamente distinta da dos outros;

- fazemos as coisas porque gostamos, não para agradar as pessoas;

- encontraremos sempre novos relacionamentos; por isso não temos medo de ser abandonados;

- usaremos, constantemente, de nosso bom senso; portanto, as críticas e as desaprovações não nos atingirão com facilidade;

- tomaremos nossas próprias decisões, respeitando, porém, a dos outros.

É essencial lembrar-nos de que sempre é possível alterar ou transformar nosso “estilo de vida”.

Para tanto, não duvidemos de nossas aptidões e vocações naturais, nem questionaremos, sistematicamente, nossas forças interiores.

Para obtermos autoconfiança, somente é preciso reivindicarmos, valorosamente, o que já existe em nós por direito divino.


Autor: Francisco do Espírito Santo Neto

Pelo Espírito Hammed

Extraído do livro “As dores da Alma”.



endereço: http://www.luzdoespiritismo.com/

imagem: programavisaoespirita.blogspot.com