quinta-feira, 27 de maio de 2010

VIGIAI E ORAI


"Devemos vigiar nosso comportamento e buscar forças na oração para melhorarmos nosso padrão vibratório".

Allan Kardec na questão 459 de O Livro dos Espíritos, indaga às entidades venerandas: "Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?" Ao que elas lhe respondem de forma incisiva: "Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário são eles que vos dirigem." (O Livro dos Espíritos, FEB, p. 246)

Tal afirmação quando examinada à guisa de olhares desatentos ou céticos, pode até parecer absurda, mas quando vista sob olhares percucientes e atentos retrata a mais cristalina das verdades: se para muitos parece impossível sermos influenciados pelos espiritos, para nós espíritas o fato é perfeitamente natural e pode ser explicado com base nos seguintes aspectos:

O homem pensa, e o pensamento é matéria mental, portanto energia, que se propaga pelo espaço em forma de ondas:

- disso depreende-se, que todo o ar a nossa volta está saturado de ondas, de diversos matizes, freqüências e comprimentos, e que o tipo de onda emitida, caracteriza o grau evolutivo do emissor:

- como complemento desse proocesso, o homem assemelha-se a uma antena com as funções transmissora e também receptora. portanto, captamos e emitimos, o que implica dizer. que sempre vai existir no processo de coomunicação mental uma vontade apelo e uma vontade aceitação, que se allterna na medida dos interesses que proomove esse intercâmbio mental:

- à medida que emitimos um pensamento (idéia), imediatamente sintonizamos com um outro pensamento, que, na mesma freqüência que o nosso, reflete os mesmos sentimentos e impressões, se temos um pensamento de amor sintonizamos com o amor, se nosso pensamento é de caráter leviano sintonizamos com a leviandade.

Obviamente que o processo de influenciação mental não se resume apenas a esses quatro limitados itens, ele é muito mais complexo e profundo, mas por enquanto, isso já nos é suficiente para pormos em prática a nossa capacidade de raciocínio dedutivo, e atentarmos para a máxima de Jesus, "Vigiai e orai, para não cairdes em tentação." (Mateus 26,41)

Mesmo que alguém argumente que os elementos citados são fantasiosos e sem sustentação, é de bom termo lembrar, que análogo ao processo de sugestão espiritual, acontece a sugestão produzida pelo marketing empresarial. Não é novidade para ninguém que as redes de alimentação fast food, utilizam-se de mensagens subliminar (são estímulos produzidos abaixo do limiar da consciência) que nos remetem a sensações de fome, ou mesmo que uma frase ou um produto qualquer insistentemente mostrado na mídia de forma geral nos induz também pelo mesmo expediente ao consumo desse produto.

Não podemos esquecer também, que as empresas de publicidade associam largamente o consumo de cerveja a pessoas bonitas e famosas, aludindo às sensações de prazer e sucesso, induzindo especialmente o jovem consumidor a consumir álcool; a mesma técnica é usada para vender carros, televisores de plasma, creme dental, sabonete, xampus e tantos outros produtos que muitas vezes consumimos sem nos indagar por que consumimos determinadas marcas. Estes são exemplos simples e de fácil percepção do quanto somos influenciáveis. Agora, imaginemos a ação dos espíritos que se encontram em uma dimensão que não conseguimos ver nem perceber (com exceção dos médiuns). Partindo desse princípio, por uma dedução lógica, a ação dos espíritos no processo de influenciação se dá de maneira muito mais sutil e eficaz.

Sabemos que as ondas de rádio estão no ar e invadem a nossa casa; na medida em que giramos o dial, sintonizamos com a rádio que queremos ouvir. De forma semelhante, nós abrimos a nossa casa mental e permitimos pela sintonia que pensamentos externos se misturem com os nossos, à nossa psicosfera íntima. Todos os processos obsessivos nascem de pequenas sugestões, que encontram eco nas nossas imperfeições morais. Nós é que estabelecemos a sintonia, nós é que cristalizamos no nosso íntimo mágoas e vícios morais. Ensina-nos Kardec que "o homem, não raramente, é obsessor de si mesmo." (KARDEC, Allan. Obras Póstumas, p. 72)

Muitos perguntam: Por que Deus permite que tal fato aconteça? Já que estamos teoricamente em uma posição de desvantagem frente ao inimigo invisível. Temos que alertar que a pergunta não é por que Deus permite isso ou aquilo, mas sim, por que permitimos que os espíritos nos influenciem. Ou o que fazemos pela nossa harmonização pessoal? Pois quem faculta a aproximação somos nós, somos nós que lançamos uma vontade apelo, lastreada em muitos casos pela inveja, pelo ódio ou pela maledicência; somos nós também, que estabelecemos uma vontade aceitação, fomentada pela vaidade, orgulho ou pelos desejos escusos.

A recomendação de Cristo é muito clara, "vigiai e orai", e significa dizer que se não conduzimos nossas vidas de forma reta, estamos a convidar elementos externos a amplificaren: nossas dificuldades morais. Temos primeiro que vigiar o nosso comportamento, as nossas atitudes e os nossos pensamentos. Sabemos que a vigilância íntima exige forte disciplina moral, contudo, aliada à recomendação pela vigília, o Mestre nos orienta em seguida que oremos, que busquem forças na oração; esse é exatamente fator que vai proporcionar uma modulação fluídica diferente, que vai alterar sempre para melhor o nosso padrão vibratório, possibilitando assim, a nossa aproximação com Deus, com Jesus com os bons Espíritos.

Warwick Mota - RIE


endereço: http://www.comunidadeespirita.com.br/

imagem: luzdaessencia.com


2 comentários:

  1. VISITE O SITE espiritismo em revista
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  2. muito esclarecedor o seu texto. Parabéns.

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